Nicole Rilene- 09 de outubro
A vida não a interessava mais
Encarecida, procurou uma desculpa que também fosse vantagem
Olhos tão escuros, boca de cevada, dedos medalhados, som de liberdade
Adiantou os passos
Diga que sim, que se lembra de mim.
Quando na verdade, a rua foi paisagem.
Soltos, como anjo
Ardente, como o inferno
Reluz, como brilhante
Seduz, feito amante
Notas se perdem, entre os ouvidos de água ardente
Detalhes, esquecidos pelo efeito do sonífero
Momentos, não se valem quando a noite acaba
O mundo acordando, e nós indo dormir.
Ventania, som de nós e de madeira
Ventania, som de água e de fumaça
Ventania, som de amor e de ternura
O tempo não passava mais, não podia passar
A vida é tão triste, quando tudo está feliz
Todas as impossibilidades do mundo fizeram-na acreditar
Delírio, loucura, ilusão
Solidão, amor, compaixão
O mundo sonhando, e nós vivendo
Calmaria, som de lágrimas e adeus
Calmaria, som de fuga e estrada
Calmaria, som de nada mais importa
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
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