Afoguei por fim todos os patos pretos da lagoa perdida
Enterrei no mais profundo os restos de minhocas mortas
Entrelacei o pescoço de meus inimigos com a minha alma
Amei por um instante o caminho para o inferno que me guiava
Encontrei no paraíso anjos que sentiam prazer
Amedontrei o medo com doces indesejáveis olhares
Avistei a porta da casa suja de barro e cheiro seco
Encantei com o ladrão que me roubava a noite e minhas flores
Na volta, nada, nem o céu, nem o inferno
Nem o medo que a atordoava, nem a loucura que temia
Nunca seria o fim, nunca houve início
Na saída, nada, nem fé, nem Cristo
Nem o desejo que a possuirá, nem a solidão que temia
Nunca seria tarde, nunca foi cedo.
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Santo Inferno
Nicole Rilene - 31 de Outubro de 2010
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