segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Um poema pornográfico.
(L.B. – h. 22:36 – 05/05/2004)
Na hora de dormir eu trepo...
Eu trepo nas palavras e engulo a gramática.
Chupo as concordâncias e gozo no papel.
Na hora de dormir algo em mim endurece
Endurece todos os adjetivos, pronomes e substantivos.
As palavras que surgem a cada milésimo de segundo, excitam-me.
Minha língua passando por todos os pingos, pontos, vírgulas, acentos.
Trepo sem medo de foder na língua.
É uma língua gelada carnuda
que tocando a ponta de meus dedos
ascende todo o calor de meu corpo.
É uma puta língua.
Um tesão que vai crescendo, crescendo, crescendo....
Chegando ao tamanho deste prostituto poema amor.
As posições são variadas. Por trás. Em cima. Por baixo. De quatro.
Lambendo o cu do artigo indefinido.
Chupando a vulva da crase frígida.
Gozando na cara das orações subordinadas adjetivas
É assim pela noite afora.
Metendo. Copulando. Amando loucamente.
Até nascerem os filhos desta puta pátria Língua Portuguesa.
Na hora de dormir eu trepo...
Eu trepo nas palavras e engulo a gramática.
Chupo as concordâncias e gozo no papel.
Na hora de dormir algo em mim endurece
Endurece todos os adjetivos, pronomes e substantivos.
As palavras que surgem a cada milésimo de segundo, excitam-me.
Minha língua passando por todos os pingos, pontos, vírgulas, acentos.
Trepo sem medo de foder na língua.
É uma língua gelada carnuda
que tocando a ponta de meus dedos
ascende todo o calor de meu corpo.
É uma puta língua.
Um tesão que vai crescendo, crescendo, crescendo....
Chegando ao tamanho deste prostituto poema amor.
As posições são variadas. Por trás. Em cima. Por baixo. De quatro.
Lambendo o cu do artigo indefinido.
Chupando a vulva da crase frígida.
Gozando na cara das orações subordinadas adjetivas
É assim pela noite afora.
Metendo. Copulando. Amando loucamente.
Até nascerem os filhos desta puta pátria Língua Portuguesa.
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Santo Inferno
Nicole Rilene - 31 de Outubro de 2010
Afoguei por fim todos os patos pretos da lagoa perdida
Enterrei no mais profundo os restos de minhocas mortas
Entrelacei o pescoço de meus inimigos com a minha alma
Amei por um instante o caminho para o inferno que me guiava
Encontrei no paraíso anjos que sentiam prazer
Amedontrei o medo com doces indesejáveis olhares
Avistei a porta da casa suja de barro e cheiro seco
Encantei com o ladrão que me roubava a noite e minhas flores
Na volta, nada, nem o céu, nem o inferno
Nem o medo que a atordoava, nem a loucura que temia
Nunca seria o fim, nunca houve início
Na saída, nada, nem fé, nem Cristo
Nem o desejo que a possuirá, nem a solidão que temia
Nunca seria tarde, nunca foi cedo.
Assinar:
Comentários (Atom)
